segunda-feira, 17 de maio de 2010

Titus Andronicus

Caros e baratos, venho aqui anunciar - ia dizer "anunciar publicamente", mas não devemos ter o número de visitas necessárias para que isto seja considerado um espaço público (nomeadamente uma visita por dia de outras pessoas que não eu próprio) - que me apaixonei de tal maneira violenta que só me apetece é comer flores o dia inteiro, espinhos e tudo. O meu novo amor? Obviamente, os Titus Andronicus.

Como pessoas ambiciosas que certamente todos vocês serão, o vosso maior objectivo passa obrigatoriamente por ser como eu. Infelizmente, esqueçam. O máximo que permito é apaixonarem-se pelo mesmo, musicalmente falando. Para isso, tenho preso em mim a liberdade de vos mostrar uma receita que, só por causa das merdas, até fui eu que inventei.

A receita para se apaixonarem vem descrita de seguida (nomeadamente depois dos dois pontos com que irei acabar esta frase):

1) Observar atentamente a foto seguinte.


2) Perder 1 (um) minuto a olhar para a expressão da moça do lado direito, durante o qual deverão reflectir e procurar determinar a duração (e a intensidade) do eventual orgasmo experienciado pela dita moça. Se forem pessoas ingénuas, substituam a palavra "orgasmo" por "experiência religiosa".

3) Tentar perceber, de forma lenta e pausada (eu espero), qual a razão pela qual aquela gaja está naquele estado.

4) Pôr, durante breves segundos, a hipótese de a rapariga talvez estar apaixonada pelo guitarrista.

5) Logo de seguida, sem deixarem cair o racicíonio do passo nº 4, deverão olhar para o guitarrista e concluir que, com aquele aspecto, ninguém no seu perfeito juízo (ou mesmo completamente louco) conseguiria apaixonar-se por um gajo com aspecto tão evidentemente drógádo.

6) Começar a desconfiar que a razão para aquela cara talvez se prenda (e se solte) à volta da música que emana da guitarra daquele drógádo barbudo.

7) Iniciar o vídeo em baixo, começando ao mesmo tempo a ler o discurso de Abraham Lincoln a propósito, ao que parece, da Guerra Civil Americana:

'From whence shall we expect the approach of danger? Shall some transatlantic giant step the earth and crush us at a blow? Never! All the armies of Europe and Asia could not, by force, take a drink from the Ohio River or set a track on the Blue Ridge in the trial of a thousand years. If destruction be our lot, we ourselves must be its author and finisher. As a nation of free men, we will live forever, or die by suicide."

8) Adquirir sensação de satisfação por ler merdas históricas, embora sem perceber nada. Aguardar que a guitarra entre e tudo comece estranhamente a fazer grande sentido.

9) Agradecer a Deus haver tanta raiva e tanto talento nesta banda.


10) Ouvir o álbum q.b. (on repeat, on repeat!).

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 14ª Sessão

Foi hoje para o ar a décima-quarta sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Birdy Nam Nam

Já conhecia e há uns dias o amigo IndieApache fez o obséquio de me recordar o trabalho destes 4 Turntablers.
Fica aqui uma mostra do que estes senhores fazem a brincar com gira-discos!

Foster The People

Andam por aí boatos que informam que os MGMT andaram a montar e ser montados pelo Peter, pelo Björn e pelo John, embora não necessariamente por esta ordem. De onde vêm tais infâmias? De mim mesmo, acabadinhas de inventar (obrigado pelos aplausos). Mas tenho razões para achar isso! Chamam-se Foster The People e, para além de ser mais uma banda com um nome que-credo, criaram esta pérola, com certeza fruto das paneleirices dos dois grupos supracitados:
 
 




INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 13ª Sessão

Foi ontem para o ar a décima-terceira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Frank Zappa

Uma vez, ainda eu era convencido (agora sou mesmo bom), ia a caminho da Nazaré com o meu pai e na Antena 1 ia o António José Barros a contar estórias (e histórias) no meio das sempre excelentes músicas que escolhe. Atravessámos um cruzamento ao som de Frank Zappa, o que fez o meu pai entrar em modo automático de contador de estórias. Dizia ele, para meu aborrecimento adolescente:

- Havia pessoal que só ouvia Frank Zappa. Mais nada! Gajos que diziam "eu só oiço Frank Zappa!". Doidinhos, pronto. Pancadas...!

Na altura eu pensava que o Zappa era um político mexicano. Depois apercebi-me que afinal eram uma banda sueca que fazia mais dinheiro que o valor do PIB português, durante a década de 80. Posteriormente apercebi-me que esses eram os ABBA. Desiludido, voltei a agarrar-me, já com o orgulho ferido pela confusão, à ideia que o Zappa é um político mexicano. Aprendi uma lição: para mim há-de ser sempre um político mexicano.

Entretanto ouvi as coisas do homem e, claro, fiquei fascinado.

Anos mais tarde, dei comigo no meu local de meditação. Meditando, pois, ao sol, na esplanada do café, a beber uma mini, vejo à minha frente personagem digna da Liga dos Últimos a traulitar baixinho:

Dreamed I was an Eskimo...


E eu exaltei-me: Isso é Frank Zappa!

Ele retorquiu:

- É pá, uma vez conheci um gajo que só ouvia Frank Zappa! Ele dizia "eu só oiço Frank Zappa!". Ganda doido! - e riu-se.

Não sei se se referia ao Zappa ou ao outro. Não importa. Da minha parte, agradeço ao Zappa o flashback proporcionado. E, claro, toda a sua música:




segunda-feira, 3 de maio de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 12ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a décima-segunda sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

domingo, 2 de maio de 2010

Audio Bullys

Passaram sensivelmente 2010 anos desde que o mais importante Jesus da história da Humanidade nasceu. Sendo o Benfica campeão esta época, o estatuto perdeu-se para sempre. De qualquer maneira, ser o segundo Jesus mais importante de sempre não é mau. Mas dizia eu: neste presente ano, os Audio Bullys - aproveito para sugerir a tradução de "bullying" para "emboizamento" - decidiram criar a melhor balada romântica possível. Okay, não é uma balada. Mas a letra é com certeza romântica. Okay, não é romântica. Mas é honesta, que é do mais romântico que as pessoas nos deixam ser hoje em dia (sei lá o que estou a dizer):


terça-feira, 27 de abril de 2010

orelha negra: filosofia de síntese

"Um, dois... As canções que vamos apresentar têm uma ordem numérica que não obedeceu a nenhum critério especial, mas apenas a um sorteio. Teremos portanto canções de um a doze, além dos títulos respectivos, com o intuito também de estimular os nossos compositores e, simultaneamente, o aparecimento de novas melodias ... Pegar em canções e transformá-las ... é a gente encontrar uma, digamos, uma unidade de expressão de sentimentos para conseguir encontrar-nos aí."

Roberto Leal bafeja Lonnie Smith, entre outras promiscuidades, a lembrar que "Não há nada mais novo do que a memória". Fresquinho: Março de Dois Mil e Dez na Fnac, com edição limitada em vinil.

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 11ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a décima-primeira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!