segunda-feira, 15 de março de 2010

Besnard Lakes Are The Roaring Night

O melhor álbum de 2007 foi, muy claramente, dos Besnard Lakes. Qualquer pessoa com bom gosto e/ou bom sistema de som concorda. Basta ouvir


Não sejam limitados: não, a gaja não é melhor que a música (é uma beleza diferente). O crescendo que carrega a música às costas é dos mais bonitos que se fizeram.  

Decidiram-se a lançar um novo álbum este ano. Ainda bem: todas as semaninhas pegava em mim, cansado, e deslocava-me à página na wikipedia dos senhores e... nada. Nunca mais saía novo álbum. Cheguei a dizer asneiras e tudo. Mas eis que chegou, foda-se! Eis que vale a pena. Eis que já estou farto de o ouvir (no bom sentido). Eis o single:


Valeu a pena, a espera. Felizmente não entraram no panteão dos gajos cujo terceiro álbum quase que anula tudo o que de bom o primeiro e o segundo trouxeram (Gorillaz, anyone?). Boas noites, inclusivamente e a todos.

segunda-feira, 8 de março de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 6ª Sessão

Podem ouvir a sexta sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior, aqui, no nosso Podcast!

sábado, 6 de março de 2010

The Flaming Lips

Que vontade de beijar uns lábios flamejantes segregados pela cultura indie rock e amadurecidos por ritmos e letras psicadélicas.
A banda que vos apresento, isso para quem ainda não teve oportunidade de se cruzar com nenhuma das suas criações, vem directamente da cidade de Oklahoma, Estados Unidos. As suas letras apelativas para “arrancar” numa boa “Trip” juntamente com os seus espectáculos bizarros ao vivo, onde luxam vestes de animais e de bonecos, fazem destes lábios algo surreal e diferente no panorama musical da actualidade.
Apesar de não serem propriamente novos, pois já possuem mais de 20 aninhos de vida, as suas músicas podem ser bem relaxantes e apelativas à criação artística. A banda foi destacada mais recentemente (2002) na revista Q Magazine, que os indicou como uma das bandas a ver ao vivo, antes de morrer.
Após uma temporada a fazer as primeiras partes dos concertos de Beck, embarcaram numa tournée com Sonic Youth e Morrissey( apesar de eu não ir muito à bola com este ultimo) sendo entretanto cancelada. Em 2009 o grupo lançou na íntegra um o álbum, “TheDark Side of The Moon”, dos Pink Floyd, contando a participação especial da cantora Peaches.
Só resta mesmo apresenta-los. Senhoras e Senhores, directamente de Oklahoma, Estados Unidos, “The Flaming Lips”.





terça-feira, 2 de março de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 5ª Sessão

Foi para o ar, ontem, a quinta sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior, podem ouvir no nosso Podcast!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pantha du Prince - Encosta-te a Mim



Nunca fui grande amigo do teckno minimal. Musica cerebral para pastilhados? Percebo a ideia de musica para dançar, despida do máximo de enfeites e concentrada no essencial, mas sempre que punha o produto (sonoro) em teste numa qualquer festa lisboeta (e há muitas), acabava por desistir cedo e procurar outra coisa rapidamente, antes de adormecer derrotado em cima duma coluna.

Foi por isso com bastantes reservas que avancei para este Black Noise, do Pantha du Prince. As fontes que o recomendam como dos melhores do ano não são as comuns para este género, cheirou-me a mais um daqueles álbuns crossovers a lá Outkast que agradam a toda a gente de todos os lados e vendem milhares mas são esquecidos por todas as frentes duas semanas depois.

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O álbum não é crossover de coisa nenhuma. Na verdade, ainda torço o nariz a quem o apelida de teckno minimal, pois ou eu me tenho afastado tanto do género que já não sei o que ele é, ou então houve uma revolução assustadora. Os sons não são mínimos - no máximo são concretos - e as paisagens sonoras são a Islândia, não o Pólo Norte. Uma absoluta delícia do principio ao fim dos seus assustadores 70 minutos de duração, mais que recomendado para os amantes da electrónica mais exigente que ainda precisem de carinho.

Esta não é uma resenha do álbum, confesso que já se tornou um vício por aqui e escrevo esta trapalhada enquanto o oiço pela quarta vez desde que acordei; mas este texto não é sobre a obra completa, é mais apresentação daquela que já é das melhores colaborações do ano. Chama-se Stick To My Side e é Pantha du Prince com Noah Lennox (Panda Bear), em apresentação do - ok, pronto - excelente Black Noise, editado já pela Rough Trade. Fica aqui o doce.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Scott Johnson - John Somebody




Até tenho medo de postar isto, mas o dever obriga.
Juro que não é pingarelho, mas existem aqueles álbuns que por mais estranhos e datados que nos pareçam, nós temos de os conhecer, é a regra académica numero um: tem que se ler os clássicos. Para se dar valor a determinada forma de expressão, é essencial assistir à sua génese, ver como foi feito no tempo em que era difícil fazê-lo.
Ok? Siga lá.

Scott Johnson - John Somebody, Pt. 1


Scott Johnson, muito rapidamente, é um compositor da área clássica contemporânea com orientações minimalistas, do género Phillip Glass/John Adams. A sua ideia sempre foi a de incorporar nas composições não só o espírito como os sons do mundano, do real. A abstracção era para os clássicos, Johnson queria o real. E guitarras eléctricas, também queria guitarras eléctricas.

You know who's in New York?
You remember that guy... J-John somebody?
He was a-- he was sort of a--...

Nesse espírito edita em 1982 John Somebody, um álbum-experiência que consistia na base do corte e colagem de cenas de conversação mundana, de modo a captar o ritmo e tonalidade das mesmas, por vezes reproduzidas pela guitarra eléctrica. Pegando nas três frases alí em cima e em algumas gargalhadas, o homem fez um álbum inteiro, com resultados do mais hipnótico e, acima de tudo, viciante.

Agora o mérito ao artista. Trata-se da primeira vez que alguém usa a gravação do som da voz falada como instrumento, fora do mero sampling. Se não é evidente à partida o peso duma inovação destas, oiçam-se todos os álbuns dos Animal Collective. Para além da influência, pense-se também no esforço físico duma operação destas, para quem valoriza a dificuldade: neste tempo não havia cá gravação digital nem essas mordomias. Johnson, para fazer isto, teve mesmo de cortar e colar metros e metros de fita e cuidadosamente colá-los um a um. Ao ouvir a Involuntary Song #2 dá pra ter pena do homem.

Afinal não tenho medo nenhum de postar isto aqui, pois John Somebody não é só uma aula de musica, é um álbum extremamente divertido e uma companhia do catano no Metro.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 4ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a quarta sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior, podem ouvir no nosso Podcast!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

South

Antes de colocar este post estava a pensar como tantas e tantas bandas sacam "hits" e desaparecem do mapa...um fenómeno cada vez mais frequente com a propagação do digital e da música descartável.O certo é que sempre que gostamos de uma dessas que sobressaem possamos ouvir algo mais do trabalho,fazendo o uso dos possiveis recursos...não é verdade,hum???
E quando de vez em quando lá se gravava um cdzinho pra rodar no carro e já ía no "Vários, Volume IX" ou "Now k tu kiseres" (este foi o nome que dei a 2 volumes das minhas colectaneas),posso dizer que esse tempo era de pura absorção de todos os temas e que, claro,pouco tempo depois já sabia a ordem e os nomes e algumas letras.

Com esta conversa de Vitor Espadinha - Recordar é Viver :) quero deixar-vos com uns tais de SOUTH, uns rapazes andam ali pros lados de Coldplay, mais ou menos Stone Roses, não fosse Ian Brown o seu mentor (alguém conhece Stone Roses?).

Com nome de chocolate, Joel Cadbury é o vocalista que assegura uma personalidade desta british band, e que abrilhantou também a banda sonora de "O.C.".

Gosto.

The Walkmen

Falo com amigo holândes - sou muito internacional - que pelos vistos é agora um grande promotor de música lá no país dele (que ao que parece é a Holanda) e, no meio do que me sugere ouvir, diz-me com sotaque holandês:

- Tens de ouvir as próximas duas músicas do início ao fim. É uma grande, grande banda.

Decepção total. A banda é de facto muy grande, a decepção é outra: já os conheço desde mil oito e troca-o-passo (mais ou menos). E estes Walkmen (aqueles-coisos-tipo-ipod-só-que-muito-pior, em português) têm a minha música favorita da década que passou. Porquê? Ora, eu explico.

Há duas formas da uma canção nos entrar no goto: através da letra ou através da música. Esta entra-me das duas formas (esta frase foi perigosa). Quem nunca teve uma relação mal acabada na vida ainda não aprendeu tudo; quem teve, tem de ter esta música no top individual. Para quem não conhece a música que se segue, tem autorização moral da minha parte para praticar o harakari. Para quem conhece, é então obrigado a concordar comigo (muito naturalmente) e continuar a curtir o rock em estado bruto e cru. Senhoras e putos, The Rat, pelos The Walkmen:


...When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 3ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a terceira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior, podem ouvir no nosso Podcast!