quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

The Walkmen

Falo com amigo holândes - sou muito internacional - que pelos vistos é agora um grande promotor de música lá no país dele (que ao que parece é a Holanda) e, no meio do que me sugere ouvir, diz-me com sotaque holandês:

- Tens de ouvir as próximas duas músicas do início ao fim. É uma grande, grande banda.

Decepção total. A banda é de facto muy grande, a decepção é outra: já os conheço desde mil oito e troca-o-passo (mais ou menos). E estes Walkmen (aqueles-coisos-tipo-ipod-só-que-muito-pior, em português) têm a minha música favorita da década que passou. Porquê? Ora, eu explico.

Há duas formas da uma canção nos entrar no goto: através da letra ou através da música. Esta entra-me das duas formas (esta frase foi perigosa). Quem nunca teve uma relação mal acabada na vida ainda não aprendeu tudo; quem teve, tem de ter esta música no top individual. Para quem não conhece a música que se segue, tem autorização moral da minha parte para praticar o harakari. Para quem conhece, é então obrigado a concordar comigo (muito naturalmente) e continuar a curtir o rock em estado bruto e cru. Senhoras e putos, The Rat, pelos The Walkmen:


...When I used to go out I would know everyone that I saw
Now I go out alone if I go out at all...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 3ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a terceira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior, podem ouvir no nosso Podcast!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Caribou

Tal como o gng, ando para fazer um post deste gajo há mito tempo! =P
Caribou, tem nome de cerveja, mas até que nem é o nome real dele. O nome da pessoa é Daniel Victor Snaith e é Canadiano (para variar). Para quem gosta de electrónica indie, noise pop e dream pop não podem deixar de ouvir o senhor - Caribou! Desde criança que gosto de ouvir esta pessoa, isto desde 2006...

Existe algo curioso e interessante, é que ele até 2003 queria que lhe chamassem Manitoba - e com isto faço dois posts, este para Caribou e depois um dia um para Manitoba. =)

Enquanto Caribou leva dois álbuns editados (um 2005 e outro em 2007) e em Abril vai lançar o terceiro. É um artista que aconselho a ouvir especialmente no carro ou quando não há mais nada para fazer! =P Oiçam a pessoa, tem um som bastante espacial e melódico!

Do primeiro álbum deixo-vos este magnifico e abominável homem das neves:


Do segundo, eli (que em dialecto cigano significa, ele):


Do terceiro, que sai em Abril, mas já podem sacar o single de borla do senhor Internet, Odessa (não sei traduzir):


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

The Decemberists (Os Dezembredores)

Tenho um post sobre os Decemberists pendente há que tempos. Porquê? Não sei. 

O mais recente álbum destes gajos saiu em Março de 2009: lembro-me como se fosse ontem e eu fosse amnésico. Chama-se The Hazards of Love, que infelizmente não sei o que quer dizer porque está em estrangeiro. Estes perigos do amor estão todos espalhados ao longo do álbum - bom princípio para quem quer fazer um álbum conceptual - e a beleza é que contém partes secantes cujo único propósito é sobrevalorizarem as partes boas, nomeadamente em que a gaja entra a cantar e eles deixam de se armar em maricas (ia dizer paneleiros, mas agora temos de ser politicamente correctos) e tocam guitarras eléctricas e botam umas batidas de bateria como deve ser.

Ora, eu já percebi que vocês são uns gajos desconfiados: ainda vão ter de ir ouvir a música no vídeo para terem a certeza. Raios. Chatos. Pois então eu escolho a música que melhor explica este álbum. A música em questão começa numa onda mais secante, a tender para o gay (perdão, queria dizer metrossexual), mas depois vem a mulher e a coisa vira séria. Vão-se embora as guitarras acústicas e plantam-se as eléctricas. O álbum é todo ele assim (no bom sentido). Conta uma história de um gajo qualquer que se casa e depois mata os filhos e o irmão gémeo é bom e ele é mau e é vampiro - estou a escrever isto ao mesmo tempo que dá uma novela na TVI/SIC, tentem adivinhar a parte que é mentira - e quando a gaja aparece é que realmente vale mesmo a pena.

Olhei para baixo agora mesmo e, não sei porquê, voltei a lembrar-me da palavra "pendente". Se calhar já sei porque ainda não tinha escrito nada sobre eles: este álbum cresce em nós, como dizem os bifes. E hoje deu-me para voltar a ouvi-lo. É bom. É melhor cada vez que se ouve. Parece-me que estes gajos estão a trilhar um percurso (ou a percursar um trilho) bastante interessante. Se enveredam pelo rock progressivo e álbums conceptuais, arriscam-se a terem-me como fã. É perigoso. Bem, vou-me vestir. Fica aqui o vídeo:

Ela quer Vingança

Pós Poly Rock, tomei a liberdade de jogar mais uma carta do baralho com "She Wants Revenge", um duo de Americanos que se juntaram em 2006 e cujas influências passam plos velhinhos Joy Division, The Cure ou Bauhaus. Podem experimentar por a tocar os Poly Rock e She Wants Revenge, têm um beat quase no mesmo compasso. Os primeiros segundos parecem-me bem...ou não??

Quando é que alguém dos autores do Indiependente se aventura num mashup original?


Atenção para "Tear You Apart". Tenho dito!

Polyrock - Justiça no pós-punk?



Há quem diga que chegaram tarde demais. Os anos 80 já tinham entrado e o reino do pós-punk pertencia aos Talking Heads, pelo que um projecto como o dos Polyrock acaba por nunca ter a projecção que muito provavelmente mereceria.
A influência de Brian Eno é clara no som das duas bandas, mas enquanto os Talking Heads o tinham no estúdio, os Polyrock só o teriam em espírito. Em compensação, tinham na cadeira de produtor o genial minimalista Phillip Glass, que não só produziu os dois esforços discográficos da banda como tocou em ambos, resultando a amalgama de influências numa abordagem saudavelmente funk do espírito repetitivo e atonal a que nos habituámos com Glass.
Talvez falta de timing, talvez falta de promoção, a verdade é que temas como este Romantic Me evidenciam a urgência de se redescobrir a musica desta banda com tão curta existência (1978-1982) e fugaz relevância.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 2ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a segunda sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior, podem ouvir no nosso Podcast!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Só n'oIndiependente é que encontra os vídeos mais fresquinhos

Reparem no "Ai foda-se!" seguido do salto à fada que o manzarra manda. É por quedas destas que um homem devia ter sempre cornos, se não arrisca a aleijar-se.

Four Tet

Apesar de não ler coisas esquisitas como certas e determinadas pessoas cujo nome não vale a pena referir ou tão-pouco publicitar (Liliana Gil), também eu gosto de ter e fazer teorias. Aliás, fechando-me a influências exteriores consigo até ser bastante original, o que faz com que o que se perde em qualidade seja compensado por essa mesma originalidade (gostava que isto fosse verdade). Ora aí vai: toda a gente de bem (e de mal) sabe que há três fases numa relação com um parceiro/a amoroso/odiável. Primeiro, falam. Segundo, falam porque não suportam o silêncio desconfortável. Terceiro, conseguem estar sentados num café, silenciosos, sem que isso os incomode. Esta terceira fase, a fase da perda do desconforto imposto pela falta de palavras, é muito bonita (já vi em filmes e tal) mas, feliz ou infelizmente, nem todas as relações lá chegam. Querem ajuda?

Pois peguem no There Is Love In You do Four Tet (quatro tetas). Trata-se d'um álbum electro indie repleto de pequenas melodias harmoniosas espalhadas ao longo de músicas de média duração (+ de 5 min), quase todas elas encapsuladas em atmosferas sonoras relaxantes. E esta good vibe que emana do álbum faz com que este possa perfeitamente funcionar como catalisador para uma paz de espírito com o/a amigo/a ao nosso lado no sofá. E, a partir daí, onde conseguirem chegar dependerá do vosso mérito e/ou nível de sangue no álcool. Mas que ajuda na tarefa, ajuda. E é positivamente hipnotizante:


P.S: Todo eu me pinto de satisfação (cor que gosto muito) com a entrada lenta e por meios indie (como aliás deve ser) do Hospice como álbum de eleição.

Charlotte Gainsbourg, faço questão

Do funk do sol nascente voltamos à terra do croissant (no qual je crois muito, especialmente com chocolate), para deixar n'oindie a marca do IRM, último álbum da artista multi-registo Charlotte Gainsbourg. Ao que parece, a rapariga de trinta e tal anos, filha dos Tubarões Jane Birkin e Serge Gainsbourg, é uma verdadeira figura de culto, com longa carreira no cinema e uma ou outra aventura musical: Lemon Incest, de 1985, e 5:55, de 2006, são os álbuns anteriores, segundo a-fonte-que-todos-conhecem; o último conta com a participação dos Air e o apoio do Neil Hannon, entre outros. Ainda assim, é provável que Charlotte continuasse a passar-me ao lado por mais alguns anos, não fosse este IRM ser produzido pelo Beck, essa minha grande tara [justificada] (e nota-se-lhe bastante o condão). Lançado online em Outubro do ano passado, não encontro agora forma oficial de download, mas podem sempre dar uma escutadela directamente no site e ...
Como o indie é como o natal, fica aqui um bom laivo pop com toda a inteligência da subtileza. Ainda não tenho favorita, escolho uma que me diz, definitivamente, Cenas:


Acho que alguém devia retirar as suas apreciações sobre a sexualidade do jeito francês...