sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011

Um ano novo vai começar. Seja bom, mau, uma merda, espectacular, assim-assim, igual, diferente, inesperado, esperado, monótono, triste, alegre, curto, longo ou interrompido... seja o que for, há algo que será, sempre: novo.


Bom ano.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

The Management

Na gíria são mais conhecidos por "MGMT", a banda que no sábado passado se apresentou no Campo Pequeno para um concerto bem conseguido.
Eu e o gng estivémos presentes mas não ficámos com registos de vídeos, e fotografias não chegaram talvez a uma mão cheia, concluindo que se deve apreciar o momento e gravar a performance de forma "primária".
Com 2 álbuns na bagagem, Oracular Spectacular e Congratulations, estes rapazes formaram-se em Brooklyn, NY - Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden os seus mentores. As you know, são uma banda de hits e singles a passar nas rádios de todo o mundo, como é o caso de "Kids" ou "Time to Pretend". Rotulados de forma mais comercial, é certo, mas se conheceremos de perto a sua obra podemos ir buscar outras menos cantaroláveis e com a sua dose de qualidade e sonoridade características, menos rodadas. A título de exemplo "Of Moons, Birds and Monsters", que curiosamente ao vivo resultou muito bem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

The Black Keys

Blues-rock Ohiense progressivamente menos independente que, por algum motivo, ainda não tinha caído na página d'ondie. Diz que são dois e andam nisto desde 2001 e que o álbum que tenho - Brothers (2010) - é o sexto. Muito The White Stripes, ou muito The's em geral, ou, na verdade, muito outras coisas que já ouvimos. Por isso entrou à primeira e, de tão docinho que é, nunca mais lhe toquei. Mas fica aí, haverá com certeza alguém mais guloso do que eu.


Drogues de Jonestown ao som do envelhecido Ray Manzarek.
(Agil 1, Wikipédia 0)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

merry christmas

7:10 pm. Acordei cedo, li até às 3 (para não escrever), tive aula. Às 5:30 fui ao Walgreens comprar leite, uma drugstore, porque a milha para o Trader Joe's não me apetecia. Cheguei a casa, 6, roommate qu'é dela, fui para o facebook (para não escrever). Porque aí é de madrugada, não se passa nada no meu facebook. Fui ao skype. O mesmo desenlace e motivo. O term acabou há uma semana, tenho um buraco na vida. Mas bem, antes um post que uma tese: "music indie new releases" no google - ao que isto chegou.
Best of Alternative and Indie Rock Christmas Songs
?!
...
Estou aqui a fazer tempo até às 10, hora do pub.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dandi Wind

Levanto-me de manhã para ir trabalhar, tomo o banho do mês (porque hoje foi dia disso), procedo às rotinas matinais, saio à rua e sinto um frio brutal. Começo a pensar - só me apetece voltar a entrar em casa e sentar-me em frente à lareira que não tenho, a ler (rótulos de detergentes) e a ouvir electro-punk-industrial-clash-coisas. Enquanto pensava, dei por mim a entrar para o autocarro, sentei-me, abri o netbook (tenho um e gosto muito dele ^^) e meti-me a ouvir música. Bom, já que sentar-me à lareira não foi possível, bem como ler rótulos de detergentes, restou-me então ouvir electro-punk-industrial-clash-coisas, sentado no autocarro a ler matrículas de viaturas que circulavam na A5.

Durante a viagem ouvi Dandi Wind, um duo pesadote de electro-punk. Muito noisy, este conjunto canadiano, vejo-os como uma fusão de Atari Teenege Riot com Peaches. Contam com dois álbuns, lançados em 2005 e 2008. Pessoalmente prefiro o primeiro ao segundo.

Aqui ficam umas amostras de mais uma dupla hardcore a ter em conta.



segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sufjan Stevens - pensei que fosse uma mulher...

Parece que as pessoas que sabem, ou pelo menos tentam, opinar sobre a cena indie dizem que um dos melhores trabalhos de 2010 é o último álbum de Sufjan Stevens. Para mim é como se fosse o primeiro álbum, já que não conheço mais nenhum, e mais, antes de ouvir pensei que este senhor era uma senhora que fazia parte do grupo Sofia & Stevens. Mas não afinal o "Sofia'" é macho e tem um nome persa ^^ - persa como os tapetes, os gatos, as areias do tempo, enfim, essas merdas.
Este Sufjan anda a virar frangos no mundo da música desde 2000 (confirmem aqui) e é um gajo batido na cena lo-fi, folk, experimental. Já ouvi o álbum, gostei, mas não vou dizer que é o melhor ou um dos melhores do ano. Posso é dizer que tem para lá um música, que sim considero uma das mais "jolies" que ouvi este ano - é potente.

Ouvam lá vocês e façam a vossa justiça:

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

An Introduction to... Elliott Smith

O tempo perguntou ao tempo qual a música que lhe apetecia ouvir. O tempo respondeu Elliott Smith.

Estava aqui no local onde levo a economia para a frente - embora tudo isto me pareça uma descida, não deixa de ser andar em frente! - quando o alarme de incêndio começou a tocar.

Após segundos de demorada e ponderada reflexão, decidi entrar calmamente em pânico. Desci as escadas, não sem antes reparar que estava uma fila grande na máquina do café. Bolas, estava a precisar d'um, enfim, venho buscar mais tarde. Ainda tive tempo de ver, no meio das chamas, um bebé  a aproximar-se perigosamente de uns cortinados. Armei-me em herói, fiz o salvamento da praxe e continuei a descer as escadas - sempre em pânico! -, aproveitando para pensar na desgraça que este Benfica se tornou.

Aos meus ouvidos, por cima do alarme irritante, fazia-se ouvir Elliott Smith, o guru do marketing, a pessoa que teve a coragem de cometer o acto máximo para aumentar as vendas dos seus álbuns: terminar a própria vida.

Lá fora, o pessoal, também ainda em pânico, falava e sorria e fumava uns cigarrinhos. Não ouvi muito bem, mas suponho que o tema devia girar à volta do meu corajoso salvamento dos cortinados. Não queria saber, preferi continuar a ouvir Elliott Smith, pois parece que saiu novo álbum, An Introduction to... Elliott Smith que, assim à primeira (ou)vista e apesar do título, arriscaria a dizer tratar-se de um conjunto de músicas que permitem, - err..., qual é a palavra?, ah...! -, introduzir (?) de forma satisfatória (!?) a obra do homem (onde!?).

Ao que parece o gajo até era extrovertido, ao contrário do que se possa supôr. Eu gosto muito de Elliott Smith. Gosto da sua música introvertida e raiva ligeiramente contida (cf. o seu ésse prolongada em Needle In The Hay), como quem refila sobre algo em que já pensou durante muito tempo:

You oughta be proud that I'm getting good marksssss


(Aqui em versão encurtada, cena do filme Royal Tenenbaums)

Acabou o simulacro, reparei que tinha uns cortinados comigo - para que é que eu quero esta porcaria? - pu-los no lixo e subi as escadas, pensando que este tempo faz-me ouvir Elliott Smith e Nick Drake. Parece deprimente? Não: para isso temos sempre Jeff Buckley.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Linda Martini ocupam a casa!

Vai na volta sai mais um álbum a ter em conta, não só porque é bom, alternativo e tal, mas porque é dos Linda Martini! Lançaram em Novembro o seu segundo LP. Estamos a falar de Casa Ocupada, um álbum forte, cheio de raiva. As suas músicas continuam cruas, sentidas, com um sabor psicadélico ao qual estes senhores nos habituaram.

Fica aqui o primeiro single do álbum, que considero um bom som, mas gosto mais doutras:


Gosto mais deste potente Elevador:

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Holy Fuck

Um gajo dá um pontapé numa pedra e aparecem grupos novos, novas tendências... Há uns tempos dei um pontapé num meteorito e apareceram os Holy Fuck, senhores da electrónica experimental fundida com  um saboroso post-rock. Mais um grupo canadiano que pagava bem para os ver pôr em prática os seus loops psicadélicos e fotovoltaicos (hum?).
Desde 2004 a rasgar mato...


Este clip está muito bem conseguido... Cheio de felinos em loop! ^^

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Oh my god! Blogue da semana!

Pois é meus caros, oINDIEpendente foi considerado blogue da semana no Cotonete!

Estaremos a fazer um bom trabalho? Não, o INDIE não é trabalho... São coisas e cenas que um gajo escreve quando bem lhe dá na gana. ^^ Só que essas coisas estão a ser vistas e seguidas por olhos internautas e  pelos vistos mereceram o seu apreço e reconhecimento. Eis então um presente, já que se aproxima o Natal, oINDIEpendente é blogue da semana. :)

Queria agradecer à minha família e amigos... ups, discurso errado! ^^ Agradeço desde já a todos os colaboradores d'oINDIE, pois temos feito a bola (mundo) mexer. Obrigado :)

Podem consultar aqui, no magazine do Cotonete a dita nomeação, ou prémio, ou o que seja. Onde podem encontrar parte da entrevista 2.0 (por email) que me foi realizada, à qual respondi eu (José Semedo aka oINDIEpedente) com o contributo do  Gonçalo Teixeira aka gng.


indie cumps,

JS

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Youthless

Meus Caros Indies aqui o "je" tem andado desaparecido mas não tem andado a dormir, sobretudo se por perto andam coisas destas que merecem ser ouvidas e (re)ouvidas uma e outra vez.
Mais não digo... oiçam e ATENÇÃO! Que falo de uma banda PORTUGUESA.


http://www.myspace.com/youthless

sábado, 27 de novembro de 2010

B flat

Há mais de dois meses nos US of A, tenho a dizer que temo pelo indie. Uma crítica generalizada à cena hipster nos dias que correm está a tornar-se lugar comum e, em Berkeley, assim de graça - mêmo mêmo sem pagar nada - só jazz e clássica. Também pode acontecer que não conheça os circuitos certos, ou que a third most liberal city seja simplesmente conservadora neste aspecto, desindieteressante, por culpa de uma herança crítica de que se orgulha [de sublinhar sempre e de exercer de vez em quando]. Então, o que vos trago é east coast, não muito novo, mas tão entusiasmante como se fosse. Dois projectos de 2009, mais ou menos - In Bb 2.0 e Science for Girls - de um tipo versado em electrónica, Darren Solomon. O primeiro é um trabalho colaborativo absolutamente delicioso: vinte troços de vinte instrumentos diferentes, tocados em si bemol, que podem ouvir-se com prazer em qualquer padrão de simultâneos (ou pelo menos nos muitos que tentei). O segundo é igualmente cuidado, um álbum ambiente e doce, super apropriado aos meus actuais 38ºC de febre.
Divirtam-se.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ratatat

Antes que mais gosto do nome da banda, pois é o nome de um Pokemon, mas com uma letra trocada. ^^ (Quem jogou sabe do que falo, que não jogou pode ir aqui). Mas pronto, este grupo de dois jovens fazem post-cenas, indie-electro-coisas e têm uma sonoridade à minha medida, à vossa não sei porque eu sou um pouco magro. Para quem gosta de Caribou, irá gostar certamente disto. Ratatat é experimental, repetitivo, calmo, electrónico, mágico...enfim é bom. Se eu digo que é bom, é bom e pronto, acabou! ^^
Estes novaiorquinos existem a há algum tempo, mas só há um mês é que os descobri... Lançaram em 2004 o primeiro álbum e em Junho deste ano, o sexto.

Oiçam lá então as pessoas:



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

The Shins

Pegando nas influências do post anterior,com o qual concordo de forma plena (podia ter nascido nessa altura perfeitamente) - faço uso da palavra para confirmar como essa década de 60 extravasa inúmeras das bandas dos nossos dias. "The Shins", banda presumivelmente conhecida (SUBPOP Records Label) são talentosos na composição de musicas melodicó-aditivas, em tons de folk, indie coiso e tal -bons ptto!
Deixamos a "Estrada do Tabaco" - Nashville e partimos para Portland com a benção de São Simão...

Saint Simon




Australia


Sea Legs

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Nashville Teens - Tobacco Road

Há músicas que me fascinam logo aos três primeiros segundos. Aconteceu com esta:


Está aqui a prova que a melhor década musical é a de sessenta. Só rodeados de excelentes bandas é que seis pacóvios com ar de pseudo-garanhões conseguiam fazer uma coisa tão perfeitinha.

E o apresentador todo oh-my-fucking-god, hein? Priceless.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 23ª Sessão


Foi hoje para o ar a vigésima-terceira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pulp - Common People

Esta música de 1995 reúne o melhor dos 80's, enquanto ideia de década musical. É-me tão evidente que nem digo mais nada.


Já o vídeo é mauzinho.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 22ª Sessão


Foi hoje para o ar a vigésima-segunda sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

domingo, 3 de outubro de 2010

Bon Iver - Blood Banks

Justin Vernon já não está sozinho. Depois de se ter enfiado numa casa no meio dos bosques para criar Emma, Forever Ago, essa obra-prima deprimida, o rapaz lá se animou e pôs-se a tocar a angústia pelo mundo fora. Ganhou fama, admiração e, pelos vistos, pessoas do sexo feminino com quem interagir.

Ainda bem; é sempre bonito.

De tudo o que daí se viveu, parece que Blood Banks é produto feliz. Se, em Emma, tínhamos um rapaz desgostoso d'amor

For all your lies,
You're still very lovable

neste último trabalho há esperança renascida

That secret that we know
That we don't know how to tell
I'm in love with your honor
I'm in love with your cheeks

Mas tudo servido em doses de tristeza e melancolia, precisamente a característica chave nos Bon Iver, aquele je-ne-sais-quoi-que-eu-sei e que lhes dá fãs (eu e umas francesinhas) ou indiferença (resto do mundo).

A simplicidade das suas músicas, que consigo arrastam uma mistura de paz-de-espírito com depressão, tornam Bon Iver a minha banda preferida para ver chover à noite. Com um cigarro. É um lugar importante para se estar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 21ª Sessão


Foi hoje para o ar a vigésima-primeira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 20ª Sessão


Foi hoje para o ar a vigésima sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

Arcade Fire - The Suburbs

Ontem, à procura de qualquer coisa, fui a gaveta há muito esquecida no meu quarto. Lá dentro, junto a canetas e tampas e borrachas e bilhetes de concertos e recibos de coisa-nenhuma, cartas.

Reabri uma, cheia de pó. Era de uma "Mafalda". Não conheço nenhuma Mafalda.
Em letra de menina, leio na diagonal. Encontro um "Tens namorada?" no meio de trivialidades juvenis.

E então lembro-me: isto foi numas férias no Algarve, com os meus 12 anos ou coisa que o valha. Éramos três rapazes a conhecer três raparigas. Paixonetas de verão. Trocámos apenas e só moradas e, olha, ao que parece, uma Mafalda escreveu-me.

E esta carta existe porque na altura não se usavam telemóveis e a internet era um bicho estranho. Lembrar-me disto e pensar na rapariga - de uma forma abstracta, pois não faço ideia de como era - e no trabalho que teve de me escrever 3 páginas à mão, arranjar um envelope, comprar um selo e ir colocá-la no marco do correio, fez-me sorrir pela pureza da coisa. Hoje em dia há muito que não se escrevem cartas d'amor. Não sou o único a reparar:


Os Arcade Fire escreveram um álbum sobre os subúrbios. Não sei se sabem onde ficam: aqueles sítios onde se cresce e vive antes de mudarmos para outro lado/outra vida qualquer? Vejam lá aqui.

O álbum vale muito mais do que um ouvi a primeira vez, não é igual aos outros dois, não ouvi mais. É diferente. E igualmente bom. Que grande carreira estes gajos têm. 18 Novembro, ao Pavilhão Atlântico. Vemo-nos lá.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Orelha Negra



"Portugal isto e aquilo, somos uma merda de país!" ^^

O país não presta, se calhar porque não temos petróleo ou diamantes, mas há por aí muito boa gente que se encarrega de fazer música, dar voz ao país, enfim, fazer ver que existimos e produzimos.
No panorama alternativo (e não só) encontramos artistas que se preocupam com a nossa cultura e tradição. Podemos nomear, A Naifa, Dazkarieh, M-PeX, B Fachada, Diabo Na Cruz, entre outros. Espera, temos a senhora Mariza. =)
Pronto se calhar na música nem somos maus. ^^
Surgem então os Orelha Negra.



Fred, Sam The Kid, Francisco Rebelo, DJ Cruzfader e João Gomes. Não necessariamente por esta ordem

“São o novo supergrupo português, mesmo que não simpatizem com a definição. Escondem-se atrás de vinis (…) Os Orelha Negra são Francisco Rebelo (baixista) e João Gomes (teclista), dos Cool Hipnoise, o rapper Sam The Kid (Samuel Mira), Fred, baterista dos Buraka Som Sistema e de vários outros projectos, e DJ Cruzfader. O som, instrumental, é um misto de funk e soul, com pitadas de hip-hop, groove aos molhos e samples, por vezes improváveis, de música e voz. "Tínhamos vontade de fazer uma coisa mais livre e instrumental em que pudéssemos experimentar e que vivesse mais da música do que das palavras. Estamos sempre a pensar no que é que vamos fazer a seguir e isto nunca tínhamos feito", explica João. ” in ionline.
Lançaram o álbum de estreia, homónimo, em Março.
Já chega de palavras, eu vi os gajos ao vivo e gostei. Têm direito ao selo de qualidade!
Os gajos usam turntables, logo são bons. lol =P




segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Buzinas

Bom dia senhoras e senhores!
É verdades (irmãos verdades), os britânicos Klaxons, que não lançam um álbum desde o seu primeiro trabalho, que na altura foi bastante bem recebido pelos senhores que ouvem música, lembraram-se de lançar no passado dia 23 um segundo disco - Surfing The Void.
A cat is portrayed in a spacesuit in front of a flag. 
E queria aqui dizer fachabor que já ouvi o álbum umas seis vezes e gostei. Tem o cheiro do estilo característico dos Buzinas (no que diz respeito à sonoridade), mas com algumas coisas novas que eu não sei dizer quais são. ^^

Bota lenha na fogueira, mê irmão:

sábado, 28 de agosto de 2010

Best Coast

Bom, parece que isto está a precisar de sangue novo. ^^ E com esse intuito trago até vocês uma banda de indie pop/surf pop. São os Best Coast, um trio californiano liderado por uma frontwoman com boa voz para a cena deles.
Lançaram o seu álbum de estreia no passado mês de Julho, com o título Crazy For You.
Este grupinho esteve presente no Paredes de Coura 2010, actuando no palco after hours.

Fica então um cheirinho do trabalho destas pessoas:



sábado, 7 de agosto de 2010

Battles - Atlas

Corria o dia 15 de Junho d'um ano qualquer em que o vídeo mais visto era qualquer coisa a ver com battles (nunca o cheguei a encontrar), quando fui parar a um vídeo de uns gajos chamados Battles (ainda hoje estou para perceber como fui dar com aquilo):

E fiquei fascinado com o-nem-de-propósito fascinante Math Rock.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

The Kills

Está calor e esta é uma grande cover dos Velvet.


Ainda só ouvi 5 de um total de muito-mais-que-cinco músicas dos The Kills. Tudo muito bom. Apesar disso, já sei e sinto e coiso dentro de mim que sou obrigado a concordar comigo mesmo quando afirmo ser esta a minha música favorita dos The Kills.

Está calor.

terça-feira, 20 de julho de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 19ª Sessão

Foi hoje para o ar a décima-nona sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

The National

Desde que se formaram por geração espontânea ou criação divina, os The National decidiram seguir as pisadas dos Tindersticks.

Como tinham um gajo sem grande amplitude vocal (o que é isto?), decidiram entrar no esquema de fazer músicas assim a modos como que parece que os intrumentos compensam ali qualquer coisa em falta no homem. É táctica de limitados mas eu admiro - resulta muito bem, de facto.

É que, bem vistas as coisas, aquela voz de ressacado por amor lamechas e ar de quem tem tendência para fazer queixinhas, juntas a uma letra porca como

Karen, put me in a chair, fuck me and make me a drink
I've lost direction and I'm past my peek

cativam qualquer mente tarada - curiosamente, também eu fiquei cativado. Entretanto, neste último trabalho, intitulado "High Violet" (foi o meu momento jornalístico, obrigado) parece-me que se tornaram numa espécia de banda-bandeira para todos os indie. Acho que são bons, mas nem tanto. Este último cd veio mostrar, aos meus e a todos os outros olhos que percebam das merdas, terem encontrado o caminho para o sucesso, vulgo fórmula da galinha dos ovos de ouro. Músicas com qualidade constante, sem grande inovações relativamente aos trabalhos anteriores. Mais do mesmo, mas igualmente bom. Enfim: provavelmente irão crescer e crescer e crescer até se tornarem insuportáveis. Eu espero que não - muita gente a gostar do que eu gosto é coisa que não me agrada nada - espero, caros leitores, que partilhem do mesmo sentimento democrático.




Nota: Este post quer que o acordo ortográfico se auto-penetre, pô.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Perhaps I'm a little bit too much of a musician to fully appreciate them."

A incorporação foi desativada mediante solicitação.,
portanto,
por aqui, por favor.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Mondo Cane (2010)

Mike Patton, Michael Allan Patton de pequeno, idade para ser meu pai.
Estou sentadinha no divã a viajar nas boas memórias que tenho do concerto de Faith No More (Alive'10). Entre mais e menos velhos-do-que-eu, tive a oportunidade de verificar o carácter policoiso do senhor. Vestido à pimpão, o homem tem de heavy o que tem de kitsch, cheirando, portanto (ou muito provavelmente), tão mal dos sovacos como bem cheiram as rosinhas vermelhas que leva à namorada. Deste último Patton, nasce Mondo Cane (2010), projecto com o nome de um documentário italiano dos anos 60 que, óqueparece, devo ver em breve:

"The film consists of a series of travelogue vignettes that provide glimpses into cultural practices around the world with the intention to shock or surprise Western film audiences.", wikipedia says.

A ser apresentado no dia 8 do festival Sudoeste - o mesmo de Beirut, Air, Massive Attack, ... -, Mondo Cane foi aparecendo ao longo dos últimos dois anos de forma que não sei bem precisar. (Isto é importante para os que quiserem procurar o álbum na net; é que vão encontrar versões de menor qualidade, anteriores a esta, gravadas aqui e ali, ao vivo.)
Covers de pop italiano dos anos 50 e 60, uma pequena orquestra e um policoiso perfurmado. Para quem quer ser lamechas sem perder o atteggiamento(?).

Ladies [and ladies, and ladies] and gentlemen,
agarrem-se ao peito,
Ore d'Amore:



É do scirocco.

domingo, 11 de julho de 2010

Dead Weather - Sea Of Cowards

No outro dia, por volta das 00h30, ia de carro para casa a ouvir o segundo álbum dos Death Weather e a pensar que o segundo álbum dos Dead Weather é um grande álbum para se ouvir às 00h30 de uma noite calorosa. No dia seguinte saí de casa às 9h a ouvir o segundo álbum dos Dead Weather e percebi que na noite anterior estava armado em parvo: isto afinal é um álbum para se ouvir quando faz calor e mai nada.

Claro que depois calhou ter de ir trabalhar e o ar estava condicionadamente frio e ainda assim estava a ouvir o segundo álbum dos Dead Weather - não sei se já tinha dito - e cheguei à conclusão que o tempo não tem nada a ver com os Dead Weather. O álbum é bom e ponto. 

Ainda gosto mais do segundo que do primeiro. E no meio de tanto Joaquim Branco, será que sou o único a achar que a verdadeira força motora destes gajos é o baixista?



terça-feira, 6 de julho de 2010

Dum Dum Girls

E o Gonçalo disse: Faz um post acerca dessas gajas que é para eu falar mal delas.

Portanto aqui vai:

As que se fazem chamar Dum Dum Girls, são três senhoras de meia idade e um rapaz (baixista) que pelos vistos não influencia o nome da banda (que perfeitamente poderia ser, Dum Dum Girls and Boy). Não me perguntem porquê...^^ O que é certo é que a sonoridade desde conjunto americano de Noise Pop, a meu ver, é bastante apetecível. Som simples, um pouco acelerado e um com toque especial de Post Punk. Enfim, oiçam vocês mesmos:


As Raparigas Dum Dum não matam insectos, mas...têm a seguinte discografia:

  • Yours Alone EP, 2008
  • I Will Be LP, 2010
Poderemos ouvir os seus sons ao vivo ainda este ano no anfiteatro natural de Paredes de Coura. Actuam no dia 31 Julho (ultimo dia do festival), no palco after hours. Espero lá estar a saltar e a bater palmas! =)


segunda-feira, 5 de julho de 2010

LCD Soundsystem - This is Happening

É ouvindo Titus Andronicus que me junto a vocês para, todos juntos, falarmos - eu escrevo, vocês lêem - sobre o novo álbum dos LCD Soundsystem. Ora, para começar, tomemos conhecimento do problema do segundo álbum.

O problema do segundo álbum é um problema que eu gosto de ver enfrentado. Normalmente, quer dizer que o primeiro é então muito bom. Mas nada disto serve para os LCD Soundsystem: vão no terceiro e último - e ainda bem - álbum. Se o primeiro tinha hits e singles imediatos ("Daft Punk Is Playing At My House", "Tribulations"), o segundo misturava singles ("North American Scum", "Watch The Tapes") com um ganda hit, "All My Friends".

Quer-me parecer que neste último já só querem hits (apesar de o negarem). De qualquer maneira, fui eu que acabei de inventar a dicotomia hit-single e, por acaso, até me apetece explicá-la. O single é curto e facilmente decorável, o hit é longo e dancável. Com a excepção de Drunk Girls, a mais fraquinha, todas as outras músicas têm 5:54 min para cima (tive a contar). Outra alteração que se fez notar é a presença surpreendente de algum orgulho patriótico - será pelo Bush se ter ido embora ou pelo Obama ter chegado? Notem lá a alteração comigo: Em North American Scum enfiavam um barrete com um pouco de mea culpa lá dentro

We are north american scum
We're from north america

Já no novinho, em Pow Pow, devem ter comido qualquer coisa estragada que lhes piorou o feitio (já me aconteceu)

We have a Black President and you do not, so shut up,
Because you don't know shit about where I'm from that
you didn't get from your TV

Mas caguemos nas letras, aqui é electro dançável do melhor. Dos melhores do ano, para moi même (não sei quem seja).

segunda-feira, 28 de junho de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 18ª Sessão

Foi hoje para o ar a décima-oitava sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

sábado, 26 de junho de 2010

Avoid Velocity



The Chemical Brothers é uma dupla de música eletrônica do Reino Unido composta por Tom Rowlands e Ed Simons (também chamados Chemical Ed e Chemical Tom). Inicialmente chamavam-se "The Dust Brothers", referência a uma dupla de produtores musicais que usavam o mesmo nome, mas devido à sua popularidade e possibilidade de retratações legais acabaram mudando seu nome em 1995. Junto com The Prodigy, Fatboy Slim, The Crystal Method e outros artistas, foram os pioneiros do big beat.


Apresentação irrelevante para quem já os conhece, assim como a acção de carregar play no video !

Encoraja-vos um humilde servo,

terça-feira, 22 de junho de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 17ª Sessão

Foi hoje para o ar a décima-sétima sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 16ª Sessão

Foi hoje para o ar a décima-sexta sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Cosmo Jarvis

Está a chegar o Verão e com ele a vontade de estar numa esplanada, ou que mais não seja numa varanda, a beber cerveja e a comer caracóis! ^^ Para acompanhar esse culto proponho a descontracção, o cavaquinho e a boa disposição que este cantautor proporciona. Falo de Cosmo Jarvis, nascido nos EUA e criado em Inglaterra. Faz o seu som indie pop como quem não quer a coisa e até soa bem! =)
O seu primeiro e único álbum, até à data, foi lançado em Novembro do ano passado, homónimo, mas está conhecido como Humasyouhitch/Sonofabitch.

Fica aqui o som que foi o seu primeiro single:

segunda-feira, 24 de maio de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 15ª Sessão

Foi hoje para o ar a décima-quinta sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

sábado, 22 de maio de 2010

Sebastien Tellier

Alguns de vocês poderão conhecer este senhor por ter sido o representante da França no festival da musica da eurovisão em 2008. Associado à Record Makers, uma record label independente francesa, este compositor é conhecido por cantar nas suas musicas em várias línguas e dominar vários instrumentos.

O seu primeiro álbum L'incroyable Vérité lançado em 2001, é um álbum electrónico com experimentalismo de variados sons bizarros, como os de um cão a "cantar" ou os gritos de uma mulher por cima do som seco de uma corda metálica.
Em apoio ao seu álbum, Sebastien juntou-se à famosíssima dupla francesa AIR nas suas tounées.
Ainda deste álbum, pode-se ouvir a música Fantino, no filme Lost in Translation de Sofia Coppola.

Este primeiro álbum viu-se seguido, em 2005, pelo álbum Politics do qual se destaca a música La Ritournelle.

Entre o lançamento deste e o do seu ultimo álbum Sexuality, em 2008, Sebastien isola-se para gravar versões acústicas de músicas do seus dois álbum anteriores. Daí resultaria Sessions, um álbum mais maduro e aclamado pelas criticas. Este só se encontraria distribuído em França e Bélgica onde teria sido recebido com sucesso. Mais tarde, este álbum seria lançado no Reino Unido onde ganharia temas de Sebastien pertencentes à banda sonora do filme Narco. O álbum viu por esta ocasião o seu nome mudar para Universe.

Em 2008 Sebastien lança o seu ultimo álbum, Sexuality, produzido por Guy-Manuel de Homem-Christo, uma das "caras" dos Daft Punk (meto caras entre "" pelo facto dos Daft Punk usarem sempre capacetes).
Este álbum, como o nome indica tem uma aproximação mais sexual usando mesmo sons que Sebastien revelaria serem de sua namorada, gravados em momentos mais íntimos entre os dois.
Deste álbum, a quarta faixa Divine, viu-se seleccionada para representar a França no festival da canção da Eurovisão.

Deixo-vos agora aqui com um video ou dois para vos dar a descobrir Sebastien Tellier:



terça-feira, 18 de maio de 2010

Sea Sew (2008) de Lisa Hannigan

Não é álbum recente, mas fui-me apercebendo de que era novidade para muitos amigos e conhecidos. Incluam-me, que fui parar à menina (1981) Hannigan - irlandesa cantautora-debulhadora - há coisa de poucas semanas, durante mais uma das minhas vadiagens youtubianas por covers de coisas choronas e-ou assim-assim. Desta, a culpa foi do Jobim: em alguns cliques tocou um Desafinado linguisticamente desapurado, trapalhão, mas também por isso com mais drama: "Oh p'ra mim, que além de desafinar, não digo bem as palavras. Eu possuo apenas o que Dês me deu.".

Depois disto, mira-se o Rice: homem muito jeitoso.
Depois de depois disto, mira-se a Lisa: voz e atitude muito próprias; suave, tão suave, e às vezes tão intensa. Sem mareio - e não são trocadilhos gratuitos, é o que sinto tema a tema, tal e qual -, vai enrolar-te nas ondas e nos tempos costurados de Sea Sew, primeiro a solo, que é todo ele de um azul bom em dados coloridos.



:)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Titus Andronicus

Caros e baratos, venho aqui anunciar - ia dizer "anunciar publicamente", mas não devemos ter o número de visitas necessárias para que isto seja considerado um espaço público (nomeadamente uma visita por dia de outras pessoas que não eu próprio) - que me apaixonei de tal maneira violenta que só me apetece é comer flores o dia inteiro, espinhos e tudo. O meu novo amor? Obviamente, os Titus Andronicus.

Como pessoas ambiciosas que certamente todos vocês serão, o vosso maior objectivo passa obrigatoriamente por ser como eu. Infelizmente, esqueçam. O máximo que permito é apaixonarem-se pelo mesmo, musicalmente falando. Para isso, tenho preso em mim a liberdade de vos mostrar uma receita que, só por causa das merdas, até fui eu que inventei.

A receita para se apaixonarem vem descrita de seguida (nomeadamente depois dos dois pontos com que irei acabar esta frase):

1) Observar atentamente a foto seguinte.


2) Perder 1 (um) minuto a olhar para a expressão da moça do lado direito, durante o qual deverão reflectir e procurar determinar a duração (e a intensidade) do eventual orgasmo experienciado pela dita moça. Se forem pessoas ingénuas, substituam a palavra "orgasmo" por "experiência religiosa".

3) Tentar perceber, de forma lenta e pausada (eu espero), qual a razão pela qual aquela gaja está naquele estado.

4) Pôr, durante breves segundos, a hipótese de a rapariga talvez estar apaixonada pelo guitarrista.

5) Logo de seguida, sem deixarem cair o racicíonio do passo nº 4, deverão olhar para o guitarrista e concluir que, com aquele aspecto, ninguém no seu perfeito juízo (ou mesmo completamente louco) conseguiria apaixonar-se por um gajo com aspecto tão evidentemente drógádo.

6) Começar a desconfiar que a razão para aquela cara talvez se prenda (e se solte) à volta da música que emana da guitarra daquele drógádo barbudo.

7) Iniciar o vídeo em baixo, começando ao mesmo tempo a ler o discurso de Abraham Lincoln a propósito, ao que parece, da Guerra Civil Americana:

'From whence shall we expect the approach of danger? Shall some transatlantic giant step the earth and crush us at a blow? Never! All the armies of Europe and Asia could not, by force, take a drink from the Ohio River or set a track on the Blue Ridge in the trial of a thousand years. If destruction be our lot, we ourselves must be its author and finisher. As a nation of free men, we will live forever, or die by suicide."

8) Adquirir sensação de satisfação por ler merdas históricas, embora sem perceber nada. Aguardar que a guitarra entre e tudo comece estranhamente a fazer grande sentido.

9) Agradecer a Deus haver tanta raiva e tanto talento nesta banda.


10) Ouvir o álbum q.b. (on repeat, on repeat!).

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 14ª Sessão

Foi hoje para o ar a décima-quarta sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Birdy Nam Nam

Já conhecia e há uns dias o amigo IndieApache fez o obséquio de me recordar o trabalho destes 4 Turntablers.
Fica aqui uma mostra do que estes senhores fazem a brincar com gira-discos!

Foster The People

Andam por aí boatos que informam que os MGMT andaram a montar e ser montados pelo Peter, pelo Björn e pelo John, embora não necessariamente por esta ordem. De onde vêm tais infâmias? De mim mesmo, acabadinhas de inventar (obrigado pelos aplausos). Mas tenho razões para achar isso! Chamam-se Foster The People e, para além de ser mais uma banda com um nome que-credo, criaram esta pérola, com certeza fruto das paneleirices dos dois grupos supracitados:
 
 




INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 13ª Sessão

Foi ontem para o ar a décima-terceira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Frank Zappa

Uma vez, ainda eu era convencido (agora sou mesmo bom), ia a caminho da Nazaré com o meu pai e na Antena 1 ia o António José Barros a contar estórias (e histórias) no meio das sempre excelentes músicas que escolhe. Atravessámos um cruzamento ao som de Frank Zappa, o que fez o meu pai entrar em modo automático de contador de estórias. Dizia ele, para meu aborrecimento adolescente:

- Havia pessoal que só ouvia Frank Zappa. Mais nada! Gajos que diziam "eu só oiço Frank Zappa!". Doidinhos, pronto. Pancadas...!

Na altura eu pensava que o Zappa era um político mexicano. Depois apercebi-me que afinal eram uma banda sueca que fazia mais dinheiro que o valor do PIB português, durante a década de 80. Posteriormente apercebi-me que esses eram os ABBA. Desiludido, voltei a agarrar-me, já com o orgulho ferido pela confusão, à ideia que o Zappa é um político mexicano. Aprendi uma lição: para mim há-de ser sempre um político mexicano.

Entretanto ouvi as coisas do homem e, claro, fiquei fascinado.

Anos mais tarde, dei comigo no meu local de meditação. Meditando, pois, ao sol, na esplanada do café, a beber uma mini, vejo à minha frente personagem digna da Liga dos Últimos a traulitar baixinho:

Dreamed I was an Eskimo...


E eu exaltei-me: Isso é Frank Zappa!

Ele retorquiu:

- É pá, uma vez conheci um gajo que só ouvia Frank Zappa! Ele dizia "eu só oiço Frank Zappa!". Ganda doido! - e riu-se.

Não sei se se referia ao Zappa ou ao outro. Não importa. Da minha parte, agradeço ao Zappa o flashback proporcionado. E, claro, toda a sua música:




segunda-feira, 3 de maio de 2010

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 12ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a décima-segunda sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

domingo, 2 de maio de 2010

Audio Bullys

Passaram sensivelmente 2010 anos desde que o mais importante Jesus da história da Humanidade nasceu. Sendo o Benfica campeão esta época, o estatuto perdeu-se para sempre. De qualquer maneira, ser o segundo Jesus mais importante de sempre não é mau. Mas dizia eu: neste presente ano, os Audio Bullys - aproveito para sugerir a tradução de "bullying" para "emboizamento" - decidiram criar a melhor balada romântica possível. Okay, não é uma balada. Mas a letra é com certeza romântica. Okay, não é romântica. Mas é honesta, que é do mais romântico que as pessoas nos deixam ser hoje em dia (sei lá o que estou a dizer):


terça-feira, 27 de abril de 2010

orelha negra: filosofia de síntese

"Um, dois... As canções que vamos apresentar têm uma ordem numérica que não obedeceu a nenhum critério especial, mas apenas a um sorteio. Teremos portanto canções de um a doze, além dos títulos respectivos, com o intuito também de estimular os nossos compositores e, simultaneamente, o aparecimento de novas melodias ... Pegar em canções e transformá-las ... é a gente encontrar uma, digamos, uma unidade de expressão de sentimentos para conseguir encontrar-nos aí."

Roberto Leal bafeja Lonnie Smith, entre outras promiscuidades, a lembrar que "Não há nada mais novo do que a memória". Fresquinho: Março de Dois Mil e Dez na Fnac, com edição limitada em vinil.

INDIEpendente@RCM 95.9 fm - 11ª Sessão

Foi para o ar esta tarde a décima-primeira sessão d'oINDIEpendente na Rádio Campo Maior. Podem ouvir no nosso Podcast!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Indie Geek

Old Lounge Glitch

E como ser indie é também ser moderno...




Ser moderno é também ser geek.


Aqui vai um sweet jazz directamente de 86.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Velvet Underground

Uma vez, há ao que me parecem agora eternidades atrás, apaixonei-me à primeira vista - já passou, obrigado - e associei imediatamente uma música ao que acabara de acontecer. Que música? A Pale Blue Eyes, dos Velvet Underground. Quem são os Veludo Subterrâneo? É pá, para já não curto muito essa mania de traduzir as coisas e, depois, deixa lá ver se percebo: não sabem? Também não explico.


Aproveitando para me citar, devo dizer que esquecendo pormenores como a vida fazer mais sentido; andarmos felizes; sermos boas pessoas; termos mais paciência; relativizarmos as dificuldades; enaltecermos a sorte que nos calha; passarmos a vida a rir; gostar de tudo, inclusivamente do que não gostamos; etc..., parece-me evidente que andar apaixonado - principalmente se for à primeira vista - só traz desvantagens!

Mas também aí os Velvet têm a solução. É injectar a Heroin ouvidos adentro e desfrutar do desespero com qualidade. Vivas aos Velvet!, a depressão que se asterisco-asterisco-asterisco-asterisco!


sexta-feira, 16 de abril de 2010

Thee Silver Mt. Zion

No panorama canadiano, e em especial, em Montreal, estamos já habituados a encontrar artistas de grande qualidade, que não olham às normas ou formatos impostos pela indústria, optando, antes, por se expressarem livremente, em projectos com registo sonoro muitas vezes único.
A banda que apresento hoje é um exemplo disso, sendo um projecto que desde a nascença tem vindo a procurar a sua própria auto-definição, sem nunca a encontrar. Surgidos das reminiscências de Godspeed You! Black Emperor, a banda sobre modificações em quase todos os álbuns que lança. Ora mudança de membros, ora mudança de nome, ora expansão do estilo, já foram conhecidos por A Silver Mt. Zion, The Silver Mt. Zion Memorial Orchestra & Tra-La-La Band, Thee Silver Mt. Zion Memorial Orchestra and Tra-La-La Band with Choir e Thee Silver Mountain Reveries. Esta incerteza de identidade só realça a importância daquilo que a sua música representa a cada momento, face à mera designação que é assim atirada para segundo plano, e que em nada deve influenciar ou definir a obra de uma banda.
Nos últimos dois álbuns em especial (13 Blues for Thirteen Moons (2008) e Kollaps Tradixionales (2010)), tem-se vindo a sentir uma maior orquestração e intensidade da sonoridade, afastando-os cada vez mais das suas origens com GY!BE. São exemplos destes últimos álbuns, que aqui apresento, e com os quais termino o post, porque mais palavras só afastariam cada vez mais esta descrição, daquilo que eles realmente são.

(Black Waters Blowed/Engine Broke Blues do 13 Blues for Thirteen Moons. É um pouco experimental, sim =) (em continuação do concerto de ontem, assistido por alguns membros daqui=D), mas é estupidamente linda e intensa, desde que ouçam até ao fim. Não encontrei sem ser ao vivo.)

(I Built Myself a Metal Bird, do Kollapz Tradixionales)